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Intercâmbio para pessoas com deficiência

Intercâmbio para pessoas com deficiência

Você sonha em fazer intercâmbio, mas não sabe como tirar os planos do papel? Continue a leitura do conteúdo e descubra tudo para embarcar nessa nova aventura!

O intercâmbio envolve explorar diversas emoções, especialmente quando entramos em contato com uma nova cultura em um país, às vezes, nunca visitado. Por isso, reunimos algumas sugestões dos principais pontos que você precisa se atentar na hora de planejar o seu intercâmbio. Confira!

O que é necessário para fazer um intercâmbio?

1 – Defina objetivos:

existem diversas modalidades de intercâmbio, com isso o primeiro passo é definir os motivos pelos quais você deseja viajar. Tenha em mente as opções de destino com base nas instituições de estudo, locais de trabalho ou voluntariado, além de estabelecer quanto tempo e dinheiro você poderá investir na viagem.

2 – Escolha uma agência:

No segundo passo é importante pesquisar e receber indicações de empresas de intercâmbio que forneçam suporte, principalmente para avaliar qual o destino que oferece mais acessibilidade e inclusão dentro dos seus objetivos. E se a agência não atender os critérios de acessibilidade? Sugira! Conte para eles tudo o que você precisa para tornar a sua experiência satisfatória.

3 – Mantenha o foco:

Depois de escolher o destino chegamos à parte mais burocrática de resolver a documentação de vistos, hospedagem, passagens aéreas, seguro viagem e saúde, troca de moeda etc. Durante esse período, não deixe de tirar todas as suas dúvidas em relação aos procedimentos do Brasil e do destino.

4 – Prepara-se:

Muitas pessoas se perguntam se é necessário saber o idioma local para fazer intercâmbio e a resposta é… sim! Se o foco do seu intercâmbio é aprender um novo idioma é preciso considerar que você precisa pelo menos do básico para saber se comunicar e sobreviver nas primeiras semanas. Para determinados tipos de intercâmbio é preciso comprovar a proficiência na língua, então não esqueça de estar preparado para tirar a sua certificação!

5 – Respire fundo e embarque:

Hora de fazer as malas e decolar para o destino. Esse é um momento de se orgulhar de todo o processo pré intercâmbio e focar nas novas oportunidades que podem surgir durante a viagem!

Dica extra!

Crie planilhas de controle: uma para todos os possíveis gastos financeiros, outra para listar todas as tarefas que você precisa fazer como preparar a documentação, trocar moeda etc. Além de não esquecer de pesquisar os lugares que você deseja visitar no destino!

Como fazer um intercâmbio de graça?

Existem milhares de bolsas de intercâmbio espalhadas por todos os continentes do mapa, e a boa notícia é que na maioria delas não há restrições para pessoas com deficiência.

Conheça a seguir 3 opções de intercâmbios de curta, média e longa duração.

Simpósio Global Yenching da Universidade de Pequim

  • País de destino: China
  • Idioma exigido: Inglês
  • Modalidade de curta duração: a cada ano são abordados assuntos diferentes que envolvem discussões sobre a comunidade global
  • Quando se inscrever? De dezembro a fevereiro
  • Informações pelo site www.yenchingsymposium.org/

Universidade Andina Simón Bolívar

  • País de destino: Equador
  • Idioma exigido: Espanhol e inglês
  • Modalidade de média duração: mestrado nas áreas de Comunicação: Visualidade e Diversidades; Direito; Estudos Latino-americanos; História; Estudos de cultura; Gênero e Comunicação; Literatura; e Mudança Climática, Sustentabilidade e Desenvolvimento.
  • Quando se inscrever? Geralmente em maio/junho
  • Informações pelo site www.uasb.edu.ec/admisiones/

Google Lime Scholarship do Lime Connect

  • País de destino: Estados Unidos e Canadá
  • Idioma exigido: Inglês
  • Modalidade de média e longa duração: em cursos de graduação e pós-graduação nas áreas de computação e tecnologia
  • Quando se inscrever? De julho a dezembro
  • Informações pelo site www.limeconnect.com/programs/page/google-lime-scholarship 

Diário de intercâmbio

Victoria Schechter, 29 anos, tem baixa visão, é escritora, tradutora e mestranda em Literatura Modernista e Contemporânea, e nos contou um pouco sobre as suas experiências no exterior, quando participou de um curso de inglês em uma escola internacional na cidade de Oxford, em 2010.

Ela lembra que na primeira semana de intercâmbio, teve a presença da mãe para se adaptar à nova cidade, mas que, após o retorno da mãe para o Brasil, seguiu os planos no dormitório da escola em um quarto compartilhado com pessoas de diversas nacionalidades.

Confira alguns detalhes da viagem!

“O desejo do intercâmbio sempre existiu, muito ligado à minha vontade de ter independência, de amar e me identificar com a cultura, e querer passar um período mais extenso no Reino Unido.

Aos 17 anos eu já era bem independente, apesar de estar também no processo de adquirir essa independência. A única condição da minha mãe antes de embarcar era que eu aprendesse a usar a bengala, além disso pratiquei várias coisas que não tinha costume de fazer, como andar sozinha na rua, me orientar em lugares que não conheço etc. Engoli o medo (e bota medo!) e não só sobrevivi, como aproveitei muito. 

É difícil quando você sai de um ambiente em que isso está muito naturalizado, na sua casa e com a sua família. Envolve muito assumir a sua deficiência e botar em poucas linhas num formulário o que você precisa e esse processo exige muito autoconhecimento.

Na época eu usava uma lupa eletrônica para leitura, que levei comigo, então só usava o livro comum e tudo resolvido. Todo mundo sempre estava disposto a ajudar e a perguntar como eu queria ser ajudada. 

Durante o intercâmbio, fiz várias excursões com o grupo da escola e eles foram incrivelmente abertos. Não tenho qualquer lembrança de ter sido tratada diferente.

Acho que se eu pudesse dar uma dica para quem se preocupa em como vai ser é ter calma, ir resolvendo os perrengues conforme forem acontecendo e também para se esforçar em fazer amigos. Ter uma rede de pessoas é sempre muito importante para qualquer um e, para nós PCDs, mais ainda. Não só para necessidades, mas para curtir mesmo.”

Atualmente Victoria está de novo na Inglaterra, agora cursando mestrado na University of East Anglia, na cidade de Norwich. Para acompanhar as novas aventuras dela é só seguir o Instagram (www.instagram.com/filapreferencial/) e o canal no YouTube (www.youtube.com/user/filapreferencial).


Cintia Alves de Sousa

Cintia Alves de Sousa
Jornalista especialista em mídia e reportagem, que busca constantemente por novos desafios no segmento da Comunicação Acessível, para contribuir com ações que valorizem a diversidade e a inclusão na sociedade.

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