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Cadeira adaptada para consulta ginecológica a mulheres com deficiência

Cadeira adaptada para consulta ginecológica a mulheres com deficiência

Cadeira ginecológica adaptada promove mais dignidade no atendimento a mulheres com deficiência ou mobilidade reduzida

Nem toda mulher tem o costume de ir regularmente ao médico e cuidar de sua saúde, ainda mais a saúde ginecológica. Não tem como dizer que é agradável ir ao ginecologista e realizar exames de rotina, mas é necessário e a forma de evitar muitas doenças. 

Para a mulher com deficiência ou mobilidade reduzida a falta da acessibilidade torna a ida a consulta ginecológica algo ainda mais constrangedor. Isso porque a falta de estrutura faz com que ela não tenha autonomia e necessite de ajuda para ser colocada em cima da maca ou cadeira para a realização de exames como o papanicolau.

Mas a questão é que não precisa ser assim! Existem atualmente cadeiras ginecológicas adaptadas e específicas para o atendimento dessas mulheres.

Cadeiras ginecológicas adaptadas

As cadeiras ginecológicas adaptadas são próprias para o atendimento às mulheres com deficiência ou mobilidade reduzida, direcionadas justamente às suas necessidades individuais. É possível encontrá-las tanto em consultórios públicos como privados.

Infelizmente nem todos os ambientes de saúde a possuem, ou estão habilitados em sua estrutura física para receber adequadamente mulheres com deficiência. Além disso, existe o desconhecimento por parte de muitas pessoas sobre a existência da cadeira ginecológica adaptada, inclusive pelas próprias mulheres que podem ser beneficiadas pelo equipamento. Quer saber como ele funciona?

Como funciona a cadeira ginecológica adaptada ?

A cadeira ginecológica adaptada é automática e possui a capacidade de descer ao nível de altura da cadeira de rodas convencional, que tem em média de 49 a 50 cm de altura. Assim, as mulheres com deficiência podem sozinhas se transporem da cadeira de rodas para a cadeira ginecológica. Além disso, o equipamento também possui outras adaptações que garantem mais segurança e comodidade.

A assistente social aposentada Ariani Queiroz de Sá, é cadeirante e uma das mulheres que têm a oportunidade de usar a cadeira ginecológica adaptada em sua rotina de saúde. Ela conta que a cadeira serve para agregar um conforto maior em exames que são tão desconfortáveis.

Inclusive a cadeira a qual tem acesso é de uma unidade de saúde pública da cidade de Bauru, cidade na qual Ariani atualmente é coordenadora do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência – COMUDE.

Legenda: Fonte: Arquivo pessoal – Ariani Queiroz de Sá

Resgate da dignidade da mulher com deficiência

A cadeira ginecológica adaptada traz como benefício o resgate da dignidade da mulher com deficiência. “Se para uma mulher sem deficiência o exame ginecológico já é constrangedor, imagina para uma mulher com deficiência, que além de ficar em uma posição incômoda às vezes tem que literalmente ser colocada em uma maca para realizar o exame”, relata Ariani.

Ela também reforça que a falta de acessibilidade limita o acesso não só à saúde, mas a qualquer política pública que venha a ser voltada à população, o que às pessoas com deficiência é ainda mais complicado.

Importância do cuidado com a saúde ginecológica

Mulheres com deficiência e mobilidade reduzida têm os mesmos direitos sexuais e reprodutivos de qualquer outra mulher, conforme afirmado pelo Ministério da Saúde, que também acrescenta como direito a “vida sexual ativa, a vivência de experiências corporais e emocionais que intensifiquem o prazer sexual, afetivo e amoroso”.

Assim, o cuidado com a saúde ginecológica é muito importante também para as mulheres com deficiência. Vale ressaltar que as que não possuem problema fértil continuam tendo seus ciclos ovulatórios e menstruais normais, com a possibilidade de engravidar.

Apesar dos riscos normais de uma gravidez serem somados às suas condições específicas, ela pode desenvolver uma gravidez saudável justamente com um acompanhamento médico e cuidado adequado. A cadeira ginecológica adaptada é uma forma de incentivar as mulheres com deficiência a realizarem o acompanhamento e cuidados ginecológicos, garantindo sua saúde ginecológica.


 Thais Barion

Thais Barion
Jornalista e mestranda em Comunicação pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), com experiência em redação, assessoria de imprensa e mídias digitais. Apaixonada por livros e pela escrita acredita que o respeito, humildade e igualdade são aspectos essenciais para um mundo melhor.

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