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O meu pet pode virar terapeuta?

O meu pet pode virar terapeuta?

Veja o que o seu mascote precisa para atuar na TAA, a Terapia Assistida por Animais, prática que promove inclusão

A fama de melhor amigo está longe de ser um mero romantismo quando o assunto são animais de estimação. A própria ciência já provou que o nosso convívio com eles oferece benefícios à saúde. Para se ter uma ideia, basta uma troca de olhar entre tutor e animal para os níveis de ocitocina – hormônio relacionado à sensação de bem-estar e redução do estresse – aumentarem no organismo! Cuidar de um animal pode ainda melhorar nossa saúde cardíaca, nosso sistema imunológico… Tantos efeitos positivos deram até uma nova função aos mascotes: hoje um pet pode até ser terapeuta, sabia?

É isso mesmo. A Terapia Assistida por Animais (TAA) é uma prática terapêutica utilizada há séculos como uma forma de melhorar a saúde das pessoas. E diversos estudos já foram feitos para entender a sua ação. Um deles, publicado na Revista de Medicina, da USP, mostrou que o contato humano-animal pode até contribuir para a redução da pressão arterial em idosos hipertensos, por meio da promoção de relaxamento.

“Há pessoas que falam que a visita do animal as tirou de uma depressão, ou que fez o paciente sair da cama e caminhar. Mães já relataram que as crianças conseguiram superar o tratamento após a nossa visita”

conta a psicanalista Silvana Prado.

Ela é fundadora da Patas Therapeutas®, ONG que leva animais a hospitais, casas de repouso, abrigos e outros locais para oferecer os benefícios do convívio com os bichos a quem está nesses espaços.

De acordo com Silvana, todas as visitas rendem boas histórias. Ela cita que já houve, também, pedidos de pacientes terminais para terem contato com o animal e até mesmo casos de pacientes senis que não têm mais contato com os humanos mas que interagem com os animais.

Além dos já citados benefícios fisiológicos, em todos esses casos a função de um pet terapeuta é basicamente contribuir com a socialização e a inclusão, afinal de contas o animal oferece companhia e carinho. E é por isso que mesmo quem não esteja se recuperando de um quadro de saúde pode sair ganhando com a TAA, como, por exemplo, as pessoas com deficiência. 

Como o seu pet pode virar terapeuta

Há diversas entidades que trabalham na linha da Patas Therapeutas®, proporcionando treinamento para tutores e animais que desejam atuar com a TAA. No caso da Patas, Silvana explica que os interessados devem começar preenchendo a ficha de cadastro da ONG

Os próximos passos envolvem uma preparação, que conta com uma palestra e visitas obrigatórias, inicialmente sem o animal. Os pets, por sua vez, passam por uma avaliação de comportamento e saúde. Não há restrições de raça ou tamanho (e até animais exóticos e silvestres são aceitos!), contudo os animais devem estar na fase adulta e, no caso de cães e gatos, seguindo norma internacional, é obrigatório que sejam castrados. Os cães, ainda, devem passar por treinamento na Escola de Cães de Intervenção da ONG.

“Os animais são utilizados como apoio terapêutico de diversas patologias ou mesmo para pessoas saudáveis, para melhorar a qualidade de vida. Eles passam por rígidas avaliações de comportamento e saúde para estarem em contato em diversas situações e locais”, afirma Silvana.

E ela atesta: além de quem recebe a TAA, animais e tutores também são beneficiados dessa prática, fisiológica e emocionalmente.

Todo mundo sai ganhando!

Dog Sohum atuou como pet terapeuta por 8 anos

Ana Elisa Lamounier concorda que os benefícios são mútuos. Durante oito anos, ela atuou como voluntária da INATAA, mais uma ONG que se dedica à TAA. Junto do seu cachorro Sohum, um Golden Retriever pra lá de simpático, Ana visitava asilos e hospitais todos os domingos. E entre as doses de carinho preferidas do pet terapeuta estavam aquelas vindas dos cadeirantes. 

“Por ser um Golden, pela estatura dele era muito fácil para uma pessoa numa cadeira de rodas o acariciar. E ele sabia e ia direto, encostava logo a cara na perna da pessoa ou o bumbum para receber carinho, que é uma das partes favoritas dos cachorros receberem carinho”, conta Ana. “Então era cômodo para os dois, a pessoa na cadeira de rodas não precisava mudar sua postura para fazer carinho nele, e para o animal era tudo o que ele sempre amava receber de carinho!”

Legenda: Dog Sohum atuou como pet terapeuta por 8 anos | Foto: Ana Elisa Lamounier

A tutora completa que a experiência fez até com que o pet ficasse mais sociável. “Virou uma troca tão imediata para o dog, que às vezes, eu andando com ele na rua ou num parque, ele via um cadeirante e já ia pedir carrinho”, relata.

A bagagem de pet terapeuta foi tão enriquecedora para o mascote de Ana que bastava chegar perto do local de atuação como voluntário que, ainda no carro, sua felicidade era perceptível, conta a tutora. Já para ela, o que ficou dessa experiência foram altas doses de empatia e sensibilidade. “Para mim sempre foi um trabalho de coração e de sentimento”, destaca, convidando a todos para fazer parte desse movimento também!


Luciana Faria

Luciana Faria
Escolheu o jornalismo para fazer da paixão por contar histórias sua profissão. Há mais de uma década no mercado editorial e poeta desde a infância, acredita que a palavra também pode transformar as pessoas e mudar o mundo!

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