Professor da UFRB desenvolve projeto para pessoas com deficiência visual

Professor da UFRB desenvolve projeto para pessoas com deficiência visual

A nova tecnologia assistiva incrementa a funcionalidade do piso tátil e garante uma locomoção mais segura e independente

Criado em 1967, o piso tátil está presente em diversos espaços públicos e privados, para garantir o deslocamento seguro de crianças, idosos e pessoas com deficiência. Mas como ele possui algumas limitações, o professor João Neto, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), desenvolveu uma tecnologia assistiva que libera as mãos do usuário cego e possibilita que ele receba um volume maior de informações sobre o que está acontecendo ao seu redor.

Ao repensar as funcionalidades do piso tátil por meio da implementação de uma solução inovadora, o projeto proporciona mais autonomia, independência e qualidade de vida às pessoas com deficiência visual. Além disso, ele democratiza o acesso a dispositivos inteligentes, que ainda estão pouco presentes no dia a dia de muitos cegos brasileiros.  

Como funciona a tecnologia?

A tecnologia assistiva criada pelo professor João Neto é composta por etiquetas de radiofrequência (RFID – Radio-Frequency Identification, ou Identificação por Radiofrequência, em português) espalhadas pelo piso tátil e por um dispositivo acoplado no sapato da pessoa, que é conectado a um aplicativo por meio de um smartphone. 

À medida que o usuário se desloca sobre o piso tátil e aproxima o pé das etiquetas, o dispositivo, que tem diversos sensores, é capaz de ler as informações gravadas nas etiquetas distribuídas pelo chão. 

Essas etiquetas armazenam informações sobre os arredores e a localização do usuário, assim como dados dos objetos presentes no entorno, alertas de perigo, informações detalhadas sobre prédios, dentre outros obstáculos. Em seguida, o dispositivo retransmite essas informações ao aplicativo do smartphone, que transforma os dados em áudio e os repassa ao usuário.

Atualmente, o projeto está na fase de captação de recursos para adicionar a funcionalidade de computação em nuvem, que vai garantir a atualização remota e em tempo real das informações referentes às etiquetas. Também estão previstos o aperfeiçoamento do algoritmo de roteamento e a inclusão de recursos de inteligência artificial.

Como a proposta da tecnologia é incremental, ela pode servir de base para outras aplicações, como o roteamento, que oferece instruções aos usuário para que ele chegue até um ponto a partir do local onde se encontra. Os serviços de mensagens também podem ser beneficiados, uma vez que permitem à pessoa cega criar notificações em pontos do piso tátil, para que sejam transmitidas quando ela passar por determinada região.
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Carina Melazzi

Carina Melazzi
Jornalista e produtora de conteúdo. Gosta de contar histórias e é apaixonada por viagens, montanhas e mar.

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