Obras de arte em alto-relevo promovem a inclusão de pessoas cegas

Obras de arte em alto-relevo promovem a inclusão de pessoas cegas

O projeto foi desenvolvido por alunas do Sesi Campinas e conta com sistema de audiodescrição

                                                     Fonte: Divulgação

O acesso à cultura é um direito de todos, mas na prática a realidade é bem diferente, principalmente no que diz respeito às pessoas com deficiência visual. Para mudar esse cenário, três alunas do ensino médio da Escola Sesi Campinas, no interior de São Paulo, desenvolveram o projeto D’Arte (Democratização da Arte) em espaços socioculturais. 

A iniciativa das estudantes Beatriz Franco, Lisa Blattner e Maria Eduarda Moura consiste na criação de peças de arte em alto-relevo para atender as necessidades de interpretação de pessoas com deficiência visual. A ideia do projeto, que também conta com a audiodescrição das imagens, surgiu a partir de conversas com amigas sobre a falta de acessibilidade nos espaços culturais. 

O desenvolvimento do projeto

Para garantir que pessoas cegas pudessem sentir, por meio do tato, cada traço das obras de arte, as estudantes iniciaram um estudo aprofundado sobre as dificuldades de crianças, idosos, autistas e neurodivergentes para interpretar as imagens. 

Em um primeiro momento, as alunas pensaram em desenvolver um sensor de movimento que acionasse a audiodescrição. Mas elas decidiram ir além e criaram, com o auxílio de uma impressora 3D e de um arduíno, plataforma de prototipagem eletrônica, a releitura em alto-relevo da Mona Lisa, de Leonardo Da Vinci. A pintura do renomado artista italiano foi escolhida para ser a primeira obra do projeto D’Arte devido à sua fama internacional.

Depois de 14 horas de impressão do protótipo, as estudantes iniciaram o processo de customização do totem em MDF e criaram uma caixa de exposição com a tela da Mona Lisa. Para desenvolver o sistema de audiodescrição, elas analisaram todos os detalhes da obra e utilizaram a voz do Google, que é livre de direitos autorais. Atualmente, o projeto continua em andamento na Escola Sesi, com a participação de outros alunos. 

Soluções para a inclusão em espaços de arte

A maioria das obras presentes em espaços de arte, como museus e galerias, foram feitas para serem vistas. Mas para promover a inclusão de pessoas com deficiência visual, muitas instituições nacionais e internacionais lançam mão da exploração de peças de arte por meio do toque. 

Uma das principais técnicas utilizadas é a do alto-relevo, que pode ser utilizada tanto na reprodução de pinturas e gravuras clássicas quanto na produção de material original, produzido especificamente para pessoas cegas. Outras soluções de acessibilidade observadas nesses espaços são a disponibilização de esculturas para o toque e o uso representacional de texturas. 

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Carina Melazzi

Carina Melazzi
Jornalista e produtora de conteúdo. Gosta de contar histórias e é apaixonada por viagens, montanhas e mar.

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