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Futebol inclusivo: conheça as adaptações da modalidade para pessoas com deficiência

Futebol inclusivo: conheça as adaptações da modalidade para pessoas com deficiência

O futebol é o esporte mais praticado no mundo. No Brasil, é uma paixão nacional e um elemento importante da cultura do país. Por isso, ninguém poderia ser deixado de fora

Adaptações para diferentes deficiências foram surgindo ao longo da história e, hoje, existe o futebol inclusivo para deficientes visuais, auditivos, amputados, cadeirantes e pessoas com paralisia cerebral. 

No programa dos Jogos Paralímpicos, existem apenas duas modalidades: o futebol de 5, para deficientes visuais, e futebol de 7, para atletas com paralisia cerebral. O primeiro é disputado por pessoas com deficiência visual total ou parcial. Os times são compostos por cinco jogadores, sendo quatro deles vendados, e o goleiro, com visão total. 

Futebol de 5

Brasil é tetracampeão paralímpico de futebol de 5

Além disso, o jogo no futebol de 5 é dividido em dois tempos de 25 minutos, com 10 minutos de intervalo. Há um guizo no interior da bola para emitir sons e os atletas possuem três guias para orientá-los (o goleiro, o chamador e o técnico).

<- Brasil é tetracampeão paralímpico de futebol de 5

E o Brasil é uma verdadeira potência da modalidade, que entrou para os Jogos Paralímpicos em Atenas 2004. A seleção verde e amarela foi a primeira a marcar um gol no maior evento esportivo do mundo e desde então, foi campeã em todas as edições paralímpicas. 

Futebol de 7

Já o futebol de 7 é composto por times com seis jogadores mais um goleiro. As regras são as mesmas do futebol convencional, com a diferença de que os arremessos laterais podem ser cobrados com apenas uma das mãos. 

Além disso, também não há impedimento. O jogo é disputado em dois tempos de 30 minutos, com intervalos de 10 minutos. A modalidade está presente nos Jogos Paralímpicos desde 1984 e o Brasil tem duas medalhas até hoje: um bronze em Sidney 2000 e uma prata em Atenas 2004. 

Há de se ressaltar, no entanto, que ambas as modalidades são exclusivamente masculinas, sendo que as mulheres ainda não foram incluídas. 

Futebol para surdos e amputados 

Futebol para amputados (Rogério Capela)

Apesar de não estarem no programa dos Jogos Paralímpicos, o futebol para surdos, amputados e cadeirantes têm competições oficiais tanto nacionais, como mundiais. A modalidade para deficientes auditivos é a que mais se assemelha ao jogo convencional já que a única alteração são nas sinalizações: os juízes não utilizam somente apito, mas sim bandeiras para sinalizar as jogadas. Vale ressaltar que para competir, a única exigência é que o atleta tenha perda auditiva de pelo menos 55 decibéis no melhor ouvido.

<- Futebol para amputados (Rogério Capela)

No caso de futebol para amputados e pessoas com deficiências físicas, o jogo é disputado por atletas com apenas uma perna e são auxiliados por muletas.Cada equipe possui sete jogadores: o goleiro é amputado ou com deficiência em um dos membros superiores, enquanto os atletas de linha são amputados ou com deficiência em um dos membros inferiores. As partidas são divididas em dois tempos de 25 minutos, com intervalo de 10 minutos, e as muletas não podem tocar a bola de forma intencional. 

Futebol em cadeira de rodas ou Power Soccer

Por fim, existe ainda o futebol em cadeira de rodas ou Power Soccer. As equipes são formadas por quatro jogadores, sendo um goleiro e três  na  linha. A partida é dividida  em  dois tempos de 20 minutos com 10 de intervalo. Os  atletas jogam em cadeiras motorizadas, que chegam a 10 km/h, e que têm o Footguard, uma espécie de grade que protege o atleta e também serve para conduzir, dar passes e arremessar a bola ao gol. 

Vale destacar que cada uma dessas modalidades conta também com a chamada classificação funcional, diferenciando o grau de severidade das deficiências de cada atleta. 

O futebol inclusivo abre as portas para toda a sua população, sendo o esporte mais popular e com mais possibilidades para pessoas com deficiência. Por isso, cada vez mais clubes e associações investem na modalidade, fazendo jus ao status do Brasil de país do futebol.


Fernanda Zalcman
Jornalista, curiosa por natureza e apaixonada por fazer a diferença. Encontrou no esporte um propósito: inspirar e dar voz à histórias e pessoas que por vezes estão escondidas. Porque todos importam e merecem espaço!

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