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Projeto Asas: Quem cuidará de meu ente querido quando eu partir?

Projeto Asas: Quem cuidará de meu ente querido quando eu partir?

Essa é a dúvida de todos os pais ou pessoas que tem alguma pessoa que depende dela. E quando essa pessoa tem alguma deficiência esse sentimento é ainda mais difícil.

O Projeto Asas tem como objetivo criar, fortalecer e/ou expandir uma rede de apoio para a pessoa com deficiência visando maior autonomia e qualidade de vida no futuro.

Não temos como prever como será o dia de amanhã, mas temos como nos preparar para que o amanhã seja mais leve, mais seguro e mais autônomo.

Como surgiu a ideia do Projeto Asas?

A ASID (Ação Social para Igualdade das Diferenças) em contato com a Rede ASID (A Rede é formada por centenas de instituições de todo o Brasil que atuam na causa da pessoa com deficiência) percebeu a necessidade de se debruçar no cenário do “futuro da Pessoa com Deficiência”.

A partir daí, foi feito um levantamento de dados sobre o cenário, em que pessoas da área, familiares, pessoas próximas e pessoas fora da rede ASID foram escutadas. 

Após análise, iniciou-se a busca por iniciativas que já atuam nesse contexto. 

Nesse, eles descobriram o Instituto Plan, lá do Canadá, que já tem uma metodologia e atuação consolidada no cenário. 

Depois de muitas conversas e adaptações, essa metodologia foi trazida para o Brasil, pela primeira vez, através do Projeto ASAS. 

Quem está participando do projeto? 

O projeto ASAS contempla pessoas com deficiência a partir de 15 anos, com qualquer deficiência, que residem em SP Capital ou Curitiba. 

Junto da pessoa com deficiência, seus entes queridos são convidados para acompanhar o processo. O Projeto ASAS atualmente conta com pais, mães, irmãs, irmãos, cuidadores e avós. 

Qual o grande objetivo do ASAS? 

Todo o projeto é centrado nos gostos individuais das pessoas participantes. O processo de criação/expansão/fortalecimento da rede é realizado com base nos pontos em comum das pessoas envolvidas, 

Para alcançar esse objetivo, o projeto atua em  3 objetivos específicos:

  1. Criação de um plano de vida individual para cada família participante; 
  2. Fortalecimento das redes pessoais para novas rotinas sociais;
  3. Capacitações e encontros sobre direitos e autoconhecimento.

Como transformar um ambiente para que a mudança seja perene? 

Realizando sensibilização com as pessoas que compõem o espaço. Um processo que já é realizado com grandes empresas. 

  • Quebrar estereótipos
  • Desmistificar paradigmas
  • Levar conteúdo através de dinâmicas, conversas e workshops
  • Compartilhar dicas de boas práticas
  • Mostrar os benefícios da inclusão

Sendo assim, o projeto estimula com que a mudança de cultura seja do ambiente como um todo, e não apenas das pessoas que estão ali naquele momento. 

Veja o depoimento de algumas famílias

Célia e Amon – Curitiba 

1. O que sentiu ao saber do projeto? 

O nome do projeto foi tão sugestivo -ASAS- que de imediato me provocou sentimentos de confiança, de crescimento, de expansão.

Quando li um pouco mais, já soube que seria um ponto de apoio e de progresso para a vida adulta do meu filho.

2. O que te levou a se inscrever?

Sabe… que ainda chateada pela necessidade, mas também pela imposição do isolamento ( meu filho tem autismo e pela sensorialidade não se adaptou com o uso de máscara) eu até pensei em não inscrever a gente, pois ” o on-line” quase não alcança a compreensão e os sentimentos dele. Pensei em arriscar e só entrar mais pra frente quando os encontros voltassem a ser presenciais, mas um conhecido aqui,  outro ali, insistiu conosco. Achei que mesmo à distância valeria a pena e estavam certos:  está sendo muito importante e motivador o trabalho em grupo.

3. Quais são suas expectativas como projeto?

Eu até tenho a expectativa de que lá na frente a convergência das nossas iguais necessidades venha a gerar ações concretas de ampliação das relações pessoais destes nossos filhos, quem sabe a reunião de famílias para o começo de uma Moradia Assistida? Mas no nosso horizonte, meu e do meu filho adulto com limitações para uma vida autônoma, bem no momento do aqui e do agora, já há a expectativa de que tocando em assuntos tão sensíveis, o nosso coração se abra para estas amizades novas e que muita coisa boa vai acontecer daí.

Tereza e Thais – São Paulo

1. O que sentiu ao saber do projeto? 

Ao saber que os encontros seriam online achei que, para o momento, seria perfeito. Além de toda informação que venha e que contribuir para o desempenho e independência  da Thais.

2. O que te levou a se inscrever?  

O tema me interessou. Saber que teríamos interação com outras famílias e que trata-se da questão da inclusão de nossos filhos. Inclusão social.

3. Quais são suas expectativas como projeto?   

Minhas expectativas são que o projeto nos auxilie com informações e que possamos colocar este aprendizado em prática na vida cotidiana de nossos filhos. Sabemos o quanto eles são capazes. Nós pais os protegemos muito. É difícil! Mas espero que nos ajude a conseguir desapegar e que eles possam voar com suas asas.


Um Comentário

  1. Jussara Schmitt Barbosa
    04/03/2021 no 20:43 pm

    Seria muito bom ter plano para quando eu não estiver mais aqui.

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